Depois do anúncio sobre os exercícios militares russo-bielorrussos Zapad 2017, os meios de comunicação poloneses, bem como os políticos do país, entraram em pânico e se alarmaram diante da ameaça à segurança, supostamente causada pelas manobras.
Sputnik
Segundo o porta-voz do partido polonês Zmiana (Mudança), Tomasz Jankowski, entrevistado pela Sputnik Polônia, Varsóvia tenta utilizar qualquer pretexto para acentuar a hostilidade da sociedade polonesa e europeia quanto aos russos e à política russa.
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| Mig 29 no exercício militar Zapad 2017 © Sputnik/ Viktor Tolochko |
Polônia tenta demostrar que não há maneira alguma de estabelecer boas relações entre a Rússia e a UE, indica o político.
Jankowski opina que, por trás da política antirrussa da Polônia, há um elemento de jogo entre Londres e Berlim ou entre Washington e Bruxelas.
"Os círculos de Bruxelas e Berlim, ou seja, a União Europeia e o país dominante, Alemanha, não apoiam o endurecimento da política com relação à Rússia. Entretanto, Londres e Washington, juntamente com Varsóvia, são falcões", explica.
Ao mesmo tempo, o político sublinha que os exercícios militares russo-bielorrussos não são novidade. A UE reconhece a legitimidade das manobras Zapad 2017.
"Para mim, bem como para qualquer pessoa que tenha interesse na questão militar, é óbvio que o exército de cada país necessita treinar e se exercitar. Não é preciso ser especialista para chegar a esta conclusão. As manobras são realizadas para que as forças sejam treinadas a agir em distintas situações", declara.
No fim de setembro, a Polônia sediará as manobras Dragon da OTAN, com a participação de 17.000 efetivos de 12 países, 53 tanques, 192 veículos blindados, 90 unidades de artilheira e lançadores de foguetes múltiplos e mais de 30 helicópteros.
"As elites políticas polonesas querem transformar seu país em um espinho para a Rússia, mas falta potencial para isso. Ao invés de aproveitar sua posição geográfica para desenvolver relações com a Rússia, a Polônia tenta fazer o jogo dos EUA para desarmar e mesmo destruir a Rússia de dentro", conclui.

