O embaixador da Palestina no Conselho de Segurança sobre Gaza também afirmou que Israel não busca um cessar-fogo e questionou a finalidade das ações de Tel Aviv.
RT
O embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, denunciou perante o organismo internacional o que classificou como uma política de anexação por parte de Israel e alertou sobre suas consequências para a região e a ordem internacional. A fala ocorreu em uma sessão do Conselho de Segurança sobre Gaza nas Nações Unidas, nesta quinta-feira (19).
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| Soldados israelenses vigiam as escavadeiras do Exército enquanto demolem uma casa na Cisjordânia | Gettyimages.ru / Nasser Ishtayeh/SOPA Images/LightRocket |
"A Palestina pertence ao povo palestino. Não está à venda nem é objeto de disputa. Não é uma terra sem povo", afirmou Mansour, rejeitando qualquer tentativa de alterar o status do território. Ele acrescentou que, "apesar de todos os seus esforços, Israel não nos transformará em um povo sem terra", em referência às políticas israelenses.
Mansour advertiu que "as últimas decisões de Israel significam que chegamos ao fim da linha. Agora, a anexação está à vista de todos. Se não for enfrentada, ela definirá o futuro da nossa região e a condenará. Também redefinirá o mundo em que vivemos", alertou ele perante o órgão internacional.
O diplomata também afirmou que "Israel não busca um cessar-fogo" e questionou a finalidade das ações de Tel Aviv. "Seus objetivos continuam sendo a ocupação, a anexação e o deslocamento forçado (...). Israel tem que escolher entre a anexação e a paz, e escolhe a anexação", afirmou.
Reclassificação da Cisjordânia
Na segunda-feira (16), foi informado que Israel iniciou o registro oficial de setores da Cisjordânia como "propriedade estatal". O governo justifica a medida pela necessidade de regular as exportações agrícolas e resolver disputas sobre "terras de reconhecimento", argumentando que essas áreas não pertencem a nenhum Estado nem a particulares.Em resposta, vários países condenaram a decisão: Arábia Saudita, Catar, Egito, Turquia, Kuwait e Cuba expressaram sua preocupação, apontando que qualquer medida administrativa que consolide mudanças permanentes nos territórios palestinos ocupados ameaça o quadro de negociações e a estabilidade regional.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia publicou, na terça-feira (17), um comunicado conjunto com Egito, Indonésia, Jordânia, Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos que, em nome de todos os Estados listados, "condena veementemente" a decisão de Israel de registrar a Cisjordânia como "propriedade estatal" pela primeira vez desde o início da ocupação em 1967.
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Curioso ver que países que dizem condenar israel estão fazendo parte da onu de Trump. Hipocrisia? Estão mentindo para seus povos?
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