França convoca reunião do G7 para discutir impactos econômicos da guerra no Oriente Médio

Encontro virtual reunirá ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais para avaliar impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã na economia global


O Estado de S.Paulo

A França realizará nesta segunda-feira, 9, uma videoconferência com ministros das Finanças do G7 para discutir a crise no Oriente Médio, em meio a temores sobre os efeitos da guerra na economia global.

Encontro virtual reunirá ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais para avaliar impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã na economia global Foto: JACK GUEZ

Segundo o Ministério da Economia francês, o encontro, marcado para as 13h30 no horário local (9h30 em Brasília), servirá para “avaliar a situação no Golfo sob o ponto de vista econômico” e analisar os acontecimentos dos últimos dias.

O ministro da Economia da França, Roland Lescure, disse à rádio Franceinfo que a reunião foi acertada com os colegas do grupo cerca de uma semana após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

De acordo com ele, o objetivo é avaliar “como o conflito está evoluindo e como os mercados estão reagindo”. O encontro também terá a participação dos presidentes dos bancos centrais dos países do grupo.

A França ocupa atualmente a presidência rotativa do G7, formado também por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido.

“Vamos ouvir o que está acontecendo no terreno, o que dizem empresas e economistas em diferentes partes do mundo”, afirmou Lescure. “A ideia é discutir o cenário atual para avaliar se alguma resposta será necessária.”

O ministro acrescentou que é “essencial coordenar ações” diante de um conflito com repercussões globais.

A guerra iniciada em 28 de fevereiro, após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, provocou forte alta nos preços do petróleo e do gás natural, além de quedas nas bolsas de valores, sobretudo na Europa e na Ásia.

As discussões também devem abordar o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, que separa o Irã dos Emirados Árabes Unidos. Cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa por essa rota marítima.

Para Frederik Ducrozet, economista-chefe da gestora de ativos Pictet, é provável que as autoridades econômicas do G7 divulguem um comunicado após a reunião com o objetivo de tranquilizar os mercados.

AFP
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