O presidente libanês Joseph Aoun pediu a Emmanuel Macron que use sua influência para conter o avanço israelense no sul do Líbano, após ataques e incursões em aldeias fronteiriças. O Exército recuou de posições estratégicas, enquanto a França sinaliza apoio a parceiros na região.
Sputnik
O presidente libanês Joseph Aoun pediu ao presidente francês Emmanuel Macron que use sua influência junto a Israel para deter o avanço israelense no sul do Líbano, informou a presidência libanesa nesta terça-feira (3).
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| © AP Photo / Hussein Malla |
"O presidente da República [do Líbano] conversou por telefone com o presidente francês Emmanuel Macron e o informou sobre os combates no sul, após a expansão dos ataques e avanços israelenses em diversas aldeias fronteiriças, pedindo à França que intervenha para deter o avanço militar israelense", diz o comunicado.
A mídia libanesa noticiou que o Exército libanês retirou suas tropas de várias posições ao longo da fronteira sul com Israel, após receber informações sobre planos israelenses de assumir o controle parcial do território, supostamente para impedir operações terrestres de combatentes do Hezbollah.
O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, afirmou mais cedo que a França está pronta para defender seus parceiros em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, caso solicitem ajuda.
Macron afirmou no sábado (28) que a França não foi avisada previamente sobre os planos dos EUA e de Israel de atacar o Irã. Barrot declarou na segunda-feira (2) que os EUA e Israel deveriam ter coordenado sua operação militar por meio do Conselho de Segurança da ONU.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo em Teerã, causando danos e vítimas civis. O Irã retaliou atacando território israelense e bases militares norte-americanas em todo o Oriente Médio.

