Trata-se dos cabos submarinos de internet nos mares ao redor do Irã, tanto no Golfo Pérsico quanto no Oceano Índico. Esses cabos conectam todos os países do Golfo com a Europa e a Ásia, formando um importante hub por onde passam grandes quantidades de dados que circulam na internet.
Análise Geopolítica
Em especial aos países do Golfo, o rompimento de um único desses cabos pode causar prejuízos bilionários, já que desconectaria importantes hubs da região ao resto do mundo. Diversas empresas de tecnologia dos EUA possuem filiais e datacenters em países como o Bahrein e Emirados Árabes Unidos, a exemplo da Amazon Web Services (AWS) e Microsoft, que inclusive tiveram suas instalações nesses países atacadas pelo Irã.
Para realizar uma operação para romper cabos submarinos, o Irã pode utilizar seus submarinos, mergulhadores de combate ou lançar cargas de profundidade sobre os cabos. Toda essa infraestrutura é fixa e mapeada publicamente, então os iranianos sabem exatamente onde atacar. O rompimento de um cabo, além de causar prejuízos diários pela falta de conexão à internet, ainda representa um prejuízo físico, já que seu reparo no fundo do mar é extremamente difícil e, em alguns casos, até impossível, dependendo da completa substituição para a retomada da conexão.
Esse seria um cenário sem precedentes na região que pode acontecer caso a guerra escale em grande magnitude. Ações como essa contra cabos submarinos ocorreram em 2024 e 2025 no Mar Báltico, onde a Rússia ou algum país europeu, realizando uma operação false flag, rompeu diversos cabos submarinos de internet e energia, afetando diversas infraestruturas da região.
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