A França está pronta para ajudar os países do Golfo alvo de ataques de retaliação iranianos, disse o ministro das Relações Exteriores Jean-Noel Barrot na segunda-feira, acrescentando que os ataques iniciais de Israel e dos EUA contra o Irã deveriam ter sido debatidos previamente nas Nações Unidas.
Gianluca Lo Nostro | Reuters
PARIS - "Em relação mais especificamente aos nossos parceiros na região, que foram alvo deliberadamente direcionado pelo regime iraniano, estamos prontos para contribuir para sua defesa", disse Barrot a repórteres após presidir uma reunião de crise no Ministério das Relações Exteriores em Paris.
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| O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, realiza uma reunião de crise em Paris, segunda-feira, 2 de março de 2026. Thibault Camus/Pool via REUTERS |
"Com base no pedido deles, de forma proporcional e de acordo com o princípio da legítima defesa coletiva previsto pelo direito internacional", acrescentou.
Referindo-se ao ataque inicial de Israel e dos Estados Unidos ao Irã no sábado, ele disse que seus "ataques unilaterais" poderiam ter ganho a legitimidade necessária apenas ao comparecer ao Conselho de Segurança da ONU.
No entanto, ele pediu ao Irã que cessasse seus ataques e se resignasse a grandes concessões para alcançar uma solução política que levasse à paz na região.
Nenhuma vítima francesa foi registrada, apesar de um ataque de drone contra uma base naval francesa em Abu Dhabi no domingo, que causou danos limitados, segundo Barrot.

