O chefe da Organização Mundial da Saúde disse na quinta-feira que verificou 13 ataques à infraestrutura de saúde no Irã durante uma campanha EUA-Israel e estava checando relatos de que quatro profissionais de saúde foram mortos e outros 25 ficaram feridos.
Por Emma Farge e Christy Santhosh | Reuters
GENEBRA - "Estima-se que 100.000 pessoas tenham deixado o Irã e, no Líbano, mais de 60.000 pessoas foram deslocadas", disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa, sem atribuir culpas.
O Dr. Hanan Balkhy acrescentou, na mesma coletiva, que quatro ambulâncias no Irã também foram afetadas e que hospitais e outros locais de saúde sofreram danos menores devido a ataques próximos, citando autoridades iranianas. Um desses hospitais na capital Teerã foi evacuado como resultado, disse anteriormente a agência de saúde da ONU.
"Até o momento, para o Irã, verificamos 13 ataques à saúde, resultando em 3 mortes e nenhum ferido. Para o Líbano, agora verificamos três ataques que resultaram em três mortes e seis feridos", disse um porta-voz da OMS à Reuters.
O embaixador do Irã na ONU em Genebra, em uma carta a Tedros no início desta semana, alegou que 10 instalações foram atingidas por ataques militares.
Balkhy afirmou que o centro logístico da OMS em Dubai, que fornece suprimentos de saúde para dezenas de países, está temporariamente fora de serviço devido a restrições de transporte na região.
Um porta-voz da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho também disse na quinta-feira que três de seus trabalhadores haviam sido feridos em ataques militares desde 28 de fevereiro no Irã.

