Comando Militar Unificado iraniano afirmou que a "presença do porta-aviões americano Gerald R. Ford é considerada uma ameaça"
Tim Lister | CNN
As Forças Armadas do Irã alertaram que instalações no Mar Vermelho utilizadas pela Marinha dos EUA serão consideradas “alvos potenciais” – marcando a primeira ameaça explícita de Teerã contra a presença militar americana na via marítima.
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| Travessia do USS Gerald R. Ford pelo Estreito de Gibraltar no início de outubro, junto de navios espanhóis e marroquinos • Facebook/USS Gerald R. Ford |
“A presença do porta-aviões americano Gerald R. Ford no Mar Vermelho é considerada uma ameaça ao Irã”, afirmou o Comando Militar Unificado do Irã nesta segunda-feira (16), segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars.
“Portanto, centros logísticos e de serviços que dão suporte ao referido grupo naval no Mar Vermelho serão considerados alvos potenciais pelas Forças Armadas do Irã”, acrescentou.
O Mar Vermelho abriga diversos portos sauditas que movimentam exportações de petróleo e outras cargas comerciais.
A Arábia Saudita tem aumentado as exportações de petróleo de Yanbu e de outros terminais em sua costa no Mar Vermelho, em meio a uma paralisação quase completa do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
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