O Irã expressou um forte protesto à ONU contra o uso dos territórios e do espaço aéreo de seus vizinhos pelos EUA para realizar ataques.
HispanTV
O embaixador do Irã e representante permanente nas Nações Unidas, Said Iravani, em sete cartas separadas enviadas ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, denunciou o uso dos territórios e espaços aéreos da Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Catar e Kuwait contra a República Islâmica.
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| Embaixador e Representante Permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Said Iravani. |
"Considerando a responsabilidade internacional dos governos, decorrente do uso de seu território para agressão e ataques armados contra o território de um terceiro país, o Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, enquanto protesta fortemente, exige respeito à boa vizinhança por parte dos governos mencionados e a prevenção do uso contínuo de seus territórios contra a República Islâmica do Irã." Está lido nas cartas.
Em uma das cartas, o diplomata iraniano especificou que a República Islâmica, como Estado-membro soberano das Nações Unidas, em resposta aos ataques armados e atos de agressão perpetrados desde 28 de fevereiro de 2026 pelo regime israelense e pelos Estados Unidos contra seu território, soberania e povo, exerceu seu direito inerente à autodefesa de acordo com o Artigo 51 da Carta da ONU e continua exercendo isso.
Nesse sentido, enfatizou que qualquer ação defensiva da República Islâmica do Irã é direcionada exclusivamente a objetivos militares legítimos e é realizada dentro do quadro dos princípios de necessidade, proporcionalidade e distinção do direito internacional.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra não provocada contra o Irã em 28 de fevereiro, assassinando o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, além de altos comandantes militares e figuras políticas iranianas.
Em resposta, o Irã atacou posições israelenses e americanas em toda a região com mísseis e drones como parte da Operação True Promise 4. Teerã prometeu manter a retaliação, enquanto os aliados continuarem suas atrocidades.
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