Operação dos EUA contra a Venezuela é um precedente alarmante, adverte diplomata americano

A operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela é um precedente muito preocupante, disse à Sputnik o ex-embaixador dos EUA no Azerbaijão, Matthew Bryza.


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"Em termos de captura de um líder estrangeiro, mesmo que para fazer cumprir a lei norte-americana, é um precedente muito perturbador. No que diz respeito ao petróleo e à reconstrução da Venezuela, acho que não é o mais importante nesta história", afirmou o diplomata.

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Ele também enfatizou que os Estados Unidos tiveram uma "história terrível" no Afeganistão e no Iraque, ao derrubar regimes e líderes e depois assumir a responsabilidade de reconstruir esses países. "Foram tentativas malsucedidas. [O presidente Donald] Trump havia dito que os EUA não fariam mais isso. Mas ele já assumiu a responsabilidade pela reconstrução da Venezuela [...] Os EUA ficarão atolados nessa tarefa por anos, talvez décadas", avaliou.

Recentemente, o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, rejeitou as alegações do governo Trump de que a intervenção militar na Venezuela foi uma operação policial, classificando-a como um "ato de guerra" que exigiria autorização do Congresso.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo (4) que a operação norte-americana na Venezuela não precisou de aval do Congresso porque, segundo ele, não constituiu uma invasão ou ocupação, mas sim uma ação policial para prender o presidente Nicolás Maduro.
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