Medidas foram tomadas em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã
Por Pedro Lima, Laís Adriana (Broadcast) e Isabella Pugliese Vellani | O Estado de S.Paulo
Os governos do Canadá, da Alemanha, da França e da China recomendaram que seus cidadãos deixem o Irã e outros países do Oriente Médio, incluindo Israel, enquanto o mundo se mantém em alerta para um possível ataque dos EUA na região. O Reino Unido tomou uma medida semelhante.
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| Washington e Teerã terminaram mais uma rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano; conversa era vista como a última chance para a diplomacia entre os dois países Foto: Vahid Salemi/AP |
Os Estados Unidos também autorizaram nesta sexta-feira, 27, a retirada de funcionários diplomáticos não essenciais da embaixada americana em Jerusalém, Israel, alegando “riscos de segurança”.
As medidas foram tomadas em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã. Os dois países terminaram mais uma rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano na quinta-feira, 26. A conversa era vista como a última chance para a diplomacia entre os dois países, em meio ao aumento da pressão americana após Washington mobilizar uma frota de aeronaves e navios de guerra no Oriente Médio.
Segundo informações do Jerusalem Post, o governo do Canadá justificou a recomendação por conta das tensões em curso e as hostilidades na região, que “podem ser retomadas com pouco ou nenhum aviso prévio”.
“Deixem o Irã agora, se puderem fazê-lo em segurança. Certifiquem-se de que seus documentos de viagem estejam atualizados e mantenham suprimentos suficientes caso precisem se abrigar no local”, teria informado o Canadá.
No site do Ministério das Relações Exteriores alemão, é alertado que as viagens ao Irã são “desaconselhadas” e que os cidadãos alemães são aconselhados a deixar o Irã, com risco de prisão arbitrária. “Atualmente, a Embaixada da Alemanha em Teerã só pode fornecer assistência consular limitada no local”, detalha a instrução.
A China orientou seus cidadãos a deixarem o Irã “o mais rápido possível”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores e a embaixada chinesa em Teerã recomendaram que chineses evitem viajar ao território iraniano neste momento e que aqueles que já estão no país reforcem medidas de segurança e providenciem a saída imediata.
Segundo o governo chinês, representações diplomáticas no Irã e em nações vizinhas oferecerão assistência para a retirada por meio de voos comerciais ou rotas terrestres.
Já o Reino Unido ordenou a retirada temporária de seus funcionários da embaixada no Irã, também citando riscos de segurança, segundo comunicado publicado em sua página de conselhos para viajantes britânicos. “Nossa embaixada continuará a operar remotamente”, acrescentou.
Além da nota, a página manteve avisos orientando contra todas as viagens para o Irã e alertando britânicos que residam no país a considerar os riscos de manter a estadia lá, devido à tensão regional elevada e ao risco de prisões ou detenção.
Nos últimos dias, diferentes países também elevaram o tom de seus avisos consulares, com governos como os da Austrália e da Índia recomendando que seus cidadãos evitem viagens à região.
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